07 October, 2006

Novo blog: Le Indépendant

Para profissionalizar o uso do blog como ferramente de informação,  está no ar o meu novo blog como domínio próprio na rede mundial. O endereço é www.leindependant.org.

O Le Indépendant traz diversas notícias e artigos sobre o mundo. Os temas são variados, desde direitos humanos, meio ambiente, mídia, tecnologia até conflitos armados pelo planeta.

23 January, 2006

AVISO IMPORTANTE

ESTE WEBLOG MUDOU PARA OUTRO ENDEREÇO.
O LE INDÉPENDANT TRAZ NOTÍCIAS E ARTIGOS
SOBRE TUDO O QUE ACONTECE NO MUNDO
ATRAVÉS DE UM JORNALISMO CIDADÃO.
VISITE MEU WEBLOG:
NOVO VISUAL E CONTEÚDO

06 January, 2006

BBC News abre contenidos

ELMUNDO.ES

La cadena británica BBC ha comenzado a colgar en su sitio 'web' material audiovisual —casi 80 vídeos— de su archivo de noticias (BBC News) para uso y disfrute —bajo una licencia denominada Creative Archive— de los británicos (exclusivamente). Y completamente gratis. El motivo de ofrecer estos vídeos, que se pueden reeditar libremente, es incitar no sólo al consumo, sino a la creatividad de la audiencia.

Los vídeos, cerca de 80 en total, abarcan hechos importantes de los últimos 50 años, desde la caída del Muro de Berlín hasta el Mundial de Fútbol de 1966, pasando por la masacre de la Plaza de Tiananmen, en Pekín, en 1989, informa la propia cadena.
Están disponibles bajo la licencia Creative Archive, gracias a la cual pueden usarse y modificarse siempre que mantengan la misma licencia y se respete la atribución.

Esta misma licencia especifica que el uso de este material no puede ser comercial, y que se ha de ceñir al Reino Unido. De hecho, la BBC no permite la descarga del material si detecta que la petición corresponde a una dirección IP de fuera del país.

Se trata de una iniciativa que ya fue anunciada a mediados de 2003 por el entonces director de la BBC, Greg Dyke. La cadena británica ha anunciado que licenciará más contenidos en los próximos meses.
Por su parte, otras instituciones ya han expresado su intención de seguir los pasos de la BBC, como British Film Institute, Channel 4, Open University y Teachers' TV.

MSN Spaces censura uno de los 'blogs' chinos de información más conocidos

EFE

MSN Spaces, servidor de 'blogs' de Microsoft, ha censurado el del periodista chino Michael Anti, uno de los más prestigiosos e influyentes de China, denunciaron varios grupos de defensa de la libertad de prensa en Internet.
Desde el 31 de diciembre, el 'blog' (spaces.msn.com/members/mranti) ofrece el mensaje "este espacio no está disponible temporalmente. Inténtalo de nuevo más tarde".
Anti (cuyo verdadero nombre es Zhao Jing), fue jurado en los premios "Deutsche Welle" a los mejores 'blogs' mundiales del 2005, y su bitácora es considerada por la prensa china y extranjera como una fuente esencial para conocer la actualidad del país, donde la censura en la red es cada vez mayor.
Sus informaciones sobre las protestas de Dongzhou en diciembre (en las que la policía china mató al menos a tres manifestantes) o su apoyo a la reciente huelga de periodistas de un diario de Pekín parecen haber sido las principales causas del bloqueo de su bitácora.
Zhao también posee un 'blog' con una versión en inglés (anti2.blog-city.com/) al que no se puede entrar en territorio chino, mientras que su bitácora en mandarín ha estado en multitud de servidores, que el Gobierno chino ha ido cerrando uno a uno a medida que Anti los usaba (lo que ha bloqueado también el acceso a cientos de otras bitácoras).
'Haré que Microsoft lo pague'
En su 'blog' en inglés, Anti expresó tras la medida tomada por MSN que "es muy duro ser un ciudadano chino". "Maldita Gran Muralla (aludiendo a la censura china), maldito Microsoft, haré que Microsoft lo pague", añadió el popular 'bloguero'.
Según expertos, MSN Spaces ha ejercido diferentes grados de censura, pero hasta ahora no había retirado ninguno completamente.

Para leer más

05 January, 2006

Enquanto isso, perto de Bélem...


A ilógica do terror

Yasmin Anukit*
Hoje, vivenciamos uma sistemática inundação de "terrorismo islâmico", sem que nenhuma questão a respeito de sua origem seja levantada. A caricatural imagem do "fanático fundamentalista", Bin Laden, carregando a projeção de tudo aquilo que é rejeitado e odiado pela "civilização ocidental", não resiste à avaliação menos acurada. Nem o mundo árabe, nem o mundo islâmico, a rigor, dispõem de quaisquer meios possíveis de fazer face às grandes potências, mediante veículos de propaganda. Além disso, se os Estados Unidos conseguem derrubar governos, como não podem capturar terroristas?
A contínua oportuna ameaça de Bin Laden fermenta a legitimação da política dos falcões: a "guerra ao terrorismo" - guerra essa sustentada pela perpetuação do mito. Por que Bin Laden não foi encontrado? Incompetência ou conivência secreta?
A fabulosamente rica Al-Qaeda não passa de uma fachada para grupos de extermínio cuja retórica invalida o Islã verdadeiro, enquanto hipocritamente clama por "justiça aos oprimidos do Oriente". Serve, sim, à estratégia belicista das grandes potências, ao capital da guerra sem fronteiras e aos polpudos lucros do sistema de segurança anglo-americano, tal como foi mostrado claramente pelo cineasta Michael Moore.
O governo de Saddam Hussein proíbia a presença de Bin Laden em seu país. Após a queda de Bagdá, terroristas da rede foram infiltrados a serviço de interesses globalizados, a fim de deslegitimar a resistência nacional iraquiana, por um lado e, por outro, causar danos aos civis daquela já sofrida nação, numa escalada sem precedentes. Em muitos casos, trata-se de uma presença meramente virtual. Inúmeras vezes foram encontrados agentes das forças de coalizão, com roupas árabes, perpetrando ataques contra iraquianos civis.
O noticiário internacional satura o expectador com a violência banalizada de "homens-bomba," dando lugar à generalização dos árabes como "muçulmanos fanáticos", imagem essa da qual se serviu abusivamente toda a retórica imperialista do século XIX, quando decidida a enfeudar a vasta civilização do Oriente Médio na discriminação e no preconceito.
Nenhuma palavra é dita sobre o horror imputado ao povo pelo exército dos Estados Unidos. Ignora-se como civis indefesos, — homens, mulheres e crianças — são massacrados sob as ordens de "atirem em qualquer um," ambulâncias metralhadas, médicos impedidos de socorrerem vítimas; as casas destruídas e os homens levados, sem qualquer explicação, deixando para trás o trágico abandono de órfãos e viúvas.
O patrimônio milenar do Iraque — insuperável relíquia de toda a humanidade — foi saqueado e roubado por colecionadores particulares americanos; as universidades, escolas, museus e bibliotecas foram incendiados e, last but not least, as cifras atingiram mais de dois milhões de mortos em decorrência da agressão e do embargo! Uma destruição intencional, vinda de países (Estados Unidos e Israel) que se recusam a aceitar a Convenção de Proteção à Diversidade Cultural proposta pela Unesco.
Por sua vez, os soldados americanos desertam para evitar a carnificina. Preferem ser mutilados ou feridos, escapando, assim, à linha de frente!
É insustentável continuar em silêncio diante do espetáculo grotesco de uma pátria atingida por uma nova cruzada, suas mesquitas profanadas, seus livros sagrados rasgados, os fiéis dizimados com mísseis em pleno serviço religioso, atacados com napalm, urânio depletado e bombas de fragmentação proibidas pela Convenção de Genebra! Missionários protestantes alegam abertamente que "é preciso matar para levar a democracia e a liberdade!"
Não bastando, ainda temos que engolir o circo de Bin Laden e sua trupe como paladinos da retaliação islâmica, a fim de criar uma justificativa para a rainha inglesa: "Os terroristas querem nos impedir de viver nossa vida."
Quem está impedindo de viver a vida de quem?
Como compreender que, em pleno século XXI, uma ocupação brutal, baseada em mentiras, siga seu curso sem protestos que contestem a arrogância do governo Bush e que os meios de comunicação se calem quando se trata de denunciar a ilegalidade da agressão e o sofrimento do povo iraquiano. Em lugar disso, uma intensa propaganda de "terrorismo árabe" (cujas ações escusas e irreconhecíveis são facilmente imputadas à uma organização de fachada) busca invalidar a indignação geral contra o holocausto de toda uma nação, enquanto os países atingidos pelo "terror" mergulham numa onda de racismo cega. Não será este o maquiavélico objetivo de Bin Laden e das forças que o sustentam?
*Yasmin Anukit, escritora e autora do livro "Da Mesopotâmia ao terceiro milênio: Iraque, a ressurreição de um povo".

Novas batalhas de Argel

José Arbex Jr.*

Nem tsunami nem Katrina: em novembro, a Europa – ou, mais particularmente, a França - foi sacudida por um vendaval bem mais previsível e pleno de conseqüências sociais e políticas, não originário das profundezas oceânicas, mas da miserável periferia parisiense. O estopim da revolta, protagonizada por adolescentes, foi aceso no dia 27 de outubro, quando dois garotos, de 15 e 17 anos, morreram eletrocutados dentro de um transformador de energia, quando fugiam da polícia, no subúrbio de Clichy-sous-Bois (nordeste de Paris). Ao menos 15 veículos foram incendiados nessa noite. Nas 48 horas seguintes, houve novos incêndios e atos de protesto contra a polícia. A brutal resposta do ministro do interior Nicolas Sarkozy, que se referiu aos revoltosos como "escória" e ameaçou adotar a repressão policial com "tolerância zero", colocou lenha na fogueira, que se alastrou para toda a França, ameaçando atingir também a Alemanha e a Bélgica.
Quais as causas da revolta? Os jovens revoltosos não são imigrantes, mas franceses de pleno direito. São filhos e netos de árabes e africanos (principalmente, originários do Magreb), comunidades que, há décadas, sofrem o impacto do racismo e da segregação. Como observa o historiador Osvaldo Coggiola, da Universidade de São Paulo, com base em dados do Observatório Nacional de Zonas Urbanas Sensíveis (ZUS) da França: "O índice médio de desemprego em 2004 foi de 20,7% nos subúrbios, ou seja, o dobro do índice nacional. Entre os jovens de 15 a 25 anos, ele afeta 36% da população masculina e 40% da feminina. Esse índice é o dobro da média nacional nas banlieues das grandes cidades. E também dos estágios mal pagos, sem estabilidade nem perspectivas, do fracasso e da discriminação educacionais." As 750 ZUS integram bairros deteriorados, edificados nos anos 60, nos quais 5 milhões de habitantes – dos 61 milhões da França – sobrevivem em edifícios de mais de nove andares, favelas verticais.
Assim, se a crise social atinge a população francesa, em geral – e não foi outra a causa da rejeição nacional à aprovação da Constituição Européia, em julho -, para os jovens descendentes de árabes e africanos ela atinge contornos dramáticos. Mais ainda, por não se tratar de uma simples realidade econômica, mas sim de um fenômeno que tem dimensões psicológicas, culturais e políticas. Até hoje, os árabes e descendentes são vistos por uma boa parte dos franceses "puros" através da lente do colonizador. As marcas deixadas pelas batalhas de Argel, que resultaram na expulsão dos pieds-noirs e na independência, em 1962, marcando o ocaso do antigo império, são ainda muito vivas na memória coletiva nacional. Apenas isso permite dimensionar o real impacto da recente ofensiva contra os jovens de origem árabe, impedidos de se vestirem de acordo com sua cultura ou religião na escola pública. Quando se considera que a França abriga 5 milhões de muçulmanos, e tem a maior população islâmica da Europa Ocidental, torna-se fácil imaginar que a medida foi como acender um fósforo num depósito de pólvora.
Mas não se trata de um fenômeno unicamente francês. Nos últimos dias, vários intelectuais e líderes de todas as correntes ideológicas e políticas européias multiplicaram declarações temendo a multiplicação de revoltas semelhantes em outros países. Poucos idiotas cederam à tentação de atribuir a revolta a um suposto "radicalismo islâmico", e mesmo estes foram obrigados a reconhecer que a extrema miséria estimula o extremismo. As receitas para "curar o mal" também foram convergentes, exceto pelos xenófobos, como Le Pen, que gostariam de expulsar os estrangeiros e descendentes: é preciso integrar as comunidades segregadas. O problema é como conciliar tal proposta com o neoliberalismo e o mercado, que implicam a destruição dos mecanismos reguladores estatais, e a adoção de uma ideologia individualista e consumista.A França – e, por extensão, a Europa – enfrenta o dilema: ou opera uma tremenda reestruturação social e econômica, que lhe permita integrar os pobres e miseráveis, ou será obrigada a continuar tratando os subúrbios como território estrangeiro, habitados por alienígenas sem direito algum. Nesse caso, enfrentará novas batalhas de Argel.
*José Arbex Jr., jornalista, editor especial da revista Caros Amigos, autor de "Showrnalismo – a notícia como espetáculo" e diretor de divulgação e imprensa do Instituto da Cultura Árabe.